
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma carta nas redes sociais nesta quarta-feira, dia 28 de outubro de 2026, após sua chegada aos Estados Unidos. No documento inicial postado em seu perfil, o candidato derrotado declarou não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno das eleições presidenciais, acusou suposta fraude sem apresentar provas e se autoproclamou o “verdadeiro presidente do Brasil”.
Cerca de meia hora após a publicação original na rede X, o parlamentar apagou o texto e divulgou uma versão editada. O trecho que o classificava como “presidente eleito” foi alterado para o termo “líder do Brasil”. Na carta, o senador alegou sofrer perseguição política, comparou sua saída do país a um exílio e agradeceu o acolhimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do mandatário da Argentina, Javier Milei.
Flávio Bolsonaro voltou a questionar a extensão de duas horas no horário de votação no domingo, dia 25 de outubro, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin a pedido conjunto das coligações do PL e do PT. O parlamentar alegou uma suposta “impossibilidade matemática” na apuração. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam, contudo, que a prorrogação registrou menos de 35 mil votos em todo o país, montante sem impacto sobre a vantagem de 4,4 milhões de votos obtida por Luiz Inácio Lula da Silva (64 milhões contra 59 milhões de votos de Flávio)
O Tribunal Superior Eleitoral, presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou a lisura e a transparência do pleito. O próprio Partido Liberal (PL), por meio de nota do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, reconheceu o resultado oficial proferido pela Justiça Eleitoral, isolando a tese de contestação sustentada pelo senador no exterior.