
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, declarou no final da noite deste domingo, dia 25 de outubro de 2026, que a soberania da vontade manifestada pelos eleitores no processo eleitoral deve ser integralmente respeitada por todas as forças políticas e instituições do país. A manifestação ocorreu logo após a Justiça Eleitoral confirmar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o quarto mandato presencial.
Em pronunciamento oficial, o chefe do Poder Judiciário ressaltou que o reconhecimento do voto popular constitui o fundamento central da legitimidade democrática e da cidadania no Estado Democrático de Direito. Fachin defendeu a manutenção do equilíbrio entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, pontuando que eventuais divergências políticas ou questionamentos jurídicos devem ser solucionados dentro dos limites estritamente estabelecidos pela Constituição Federal.
A declaração institucional do presidente do STF alinha-se ao cenário pós-pleito marcado pelo anúncio do candidato derrotado, senador Flávio Bolsonaro (PL), de que ingressará com medidas judiciais para contestar a validade do segundo turno em razão da prorrogação do horário de votação concedida durante o domingo.