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Justiça do Trabalho alerta para assédio eleitoral nas relações de trabalho

Empregadores não podem pressionar funcionários por apoio político; prática pode gerar punições nas esferas trabalhista, eleitoral e criminal.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: Portal Guajará
04/08/2026 às 11h46
Justiça do Trabalho alerta para assédio eleitoral nas relações de trabalho
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Com a aproximação do período eleitoral, a Justiça do Trabalho reforçou o alerta sobre o combate ao assédio eleitoral nas relações de trabalho. A prática ocorre quando empregadores ou superiores hierárquicos utilizam sua posição para pressionar, constranger ou influenciar o voto de funcionários.

Conforme informações apuradas pelo Portal Guajará, o assédio eleitoral pode ocorrer por meio de ameaças de demissão, promessas de benefícios, exigência de apoio a candidatos, participação em atos políticos ou até imposição de manifestações em redes sociais. A conduta é considerada ilegal e pode resultar em responsabilização nas esferas trabalhista, eleitoral e criminal.

A Justiça do Trabalho destaca que manifestações políticas espontâneas entre colegas não configuram irregularidade. O problema ocorre quando há abuso da relação de subordinação para interferir na liberdade de escolha do trabalhador.

Para quem for vítima desse tipo de situação, a orientação é reunir provas, como mensagens, e-mails, áudios, vídeos, fotografias e testemunhas. As denúncias podem ser feitas de forma sigilosa ao Ministério Público do Trabalho (MPT), à Justiça do Trabalho e por meio dos canais disponibilizados pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).

Segundo a Justiça do Trabalho, preservar o voto livre e secreto é um direito fundamental do cidadão e deve ser respeitado em qualquer ambiente, inclusive nas relações de trabalho.

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