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NA PRISÃO - Bolsonaro quer tratamento para sono e ansiedade três vezes por semana na Papudinha

Sem resposta para a domiciliar, defesa pediu autorização nesta sexta (20/2) para o ex-presidente ser submetido a uma neuromodulação por estímulos elétricos

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: o tempo - www.otempo.com.br
20/02/2026 às 15h58
NA PRISÃO - Bolsonaro quer tratamento para sono e ansiedade três vezes por semana na Papudinha
Foto: Ton Molina/STF

BRASÍLIA - Sem resposta para o pedido por domiciliar humanitária, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu autorização, nesta sexta-feira (20/2), para receber um tratamento para sono e ansiedade na prisão. Condenado a 27 anos e 3 meses por golpe de Estado, o ex-presidente está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, em Brasília (DF).

Descrito como uma neuromodulação por estímulos elétricos, o tratamento demandaria três visitas por semana do neurocientista e psicólogo Ricardo Caiado à Papudinha, já que é administrado através de clipes auriculares. “O tratamento é necessário de forma constante e por prazo indeterminado”, justificou a defesa.

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As visitas do neurocientista à Papudinha ocorreriam por aproximadamente uma hora, à noite, fora dos horários previstos para visitas a Bolsonaro, de 8h às 10h, de 11h às 13h e de 14h às 16h. Os advogados alegaram que o período mais indicado para a realização do tratamento é o “horário mais próximo possível do repouso noturno”.

A defesa argumentou que a neuromodulação por estímulos elétricos seria uma “complementação necessária” à medicação já utilizada pelo ex-presidente, que toma gabapentina, clorpromazina e escitalopram. “O tratamento prolongado, portanto, pode trazer significativa melhora para o quadro médico de multimorbidade já descrito e comprovado nos presentes autos”, sustentou.

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Segundo os advogados, Bolsonaro teria sido submetido ao mesmo tratamento, por oito dias, quando ficou internado em abril de 2025. “E, de fato, no período em que o peticionário se submeteu a referido tratamento, houve melhora significativa na qualidade do sono e no quadro de soluços, que chegaram a parar durante aquele período daquela internação”, citaram.

Em um laudo enviado pela defesa ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o neurocientista registrou que o tratamento não teria deixado efeitos adversos em Bolsonaro. “A técnica é considerada segura e bem tolerada, com baixo risco de efeitos colaterais (raramente dormência auricular leve ou sensação de formigamento)”, descreveu.

Os advogados solicitaram o tratamento enquanto o último pedido para a conversão da prisão em domiciliar humanitária ainda é avaliado. A junta de peritos médicos da PF concluiu o laudo há duas semanas, mas Moraes aguarda uma manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, antes de avaliar a transferência do ex-presidente.

Apesar de a PF ter descartado a necessidade de transferência de Bolsonaro para um hospital, a defesa do ex-presidente apresentou um laudo particular e insistiu na concessão de prisão domiciliar humanitária. Para os advogados, o estado de saúde de Bolsonaro seria incompatível com as condições da prisão em regime fechado.

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