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PMs perdem cargos e são condenados por invasão em unidade de conservação em RO

Segundo as investigações, o grupo invadia e loteava ilegalmente terras públicas, vendendo áreas de forma clandestina. O dinheiro arrecadado servia para comprar armas e manter as invasões.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: g1 RO
27/09/2025 às 14h55
PMs perdem cargos e são condenados por invasão em unidade de conservação em RO
Foto: Divulgação

Dois policiais militares e outras sete pessoas foram condenados por crimes cometidos na Estação Ecológica Samuel, em Candeias do Jamari (RO). A identidade deles não foi divulgada. Os policiais receberam pena de prisão e perderam o cargo por vender armas ilegalmente e participar da organização criminosa. As penas dos réus variam de 6 anos e 6 meses a 14 anos e 7 meses de prisão, além de multas.

As condenações são resultado da Operação Canaã, feita pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO). A ação teve como base investigações iniciadas em 2021 pela Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2).

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Segundo as investigações, o grupo invadia e loteava ilegalmente terras públicas, vendendo áreas de forma clandestina. O dinheiro arrecadado servia para comprar armas e manter as invasões. Pessoas em situação de vulnerabilidade eram usadas para ocupar os lotes, enquanto financiadores com maior poder aquisitivo adquiriam áreas para investir ou lavar dinheiro.

 

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Relembre o caso

Em junho de 2022, foram cumpridos 10 mandados de prisão e 6 de busca e apreensão nas cidades de São Francisco do Guaporé (RO) e Porto Velho. As ordens judiciais foram feitas pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco2), através da 6ª fase da Operação Canaã, intitulada de “Samuel”.

 

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Segundo investigação, as armas para essa quadrilha eram fornecidas por dois policiais militares. Ao todo, o grupo criminoso loteou 550 pedaços de terra dentro da unidade de conservação em Candeias do Jamari.

 

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Segundo a Draco, parte desses lotes, inclusive, já estava comercializada. As vendas deram cerca de R$ 5 milhões de rendimentos para a organização criminosa.

 

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Os policiais também descobriram que os criminosos pretendiam invadir e comercializar lotes em outra unidade de conservação ambiental: a reserva extrativista Rio Preto Jacundá e Floresta Nacional do Jacundá.

 

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Durante a operação, a polícia também descobriu que os suspeitos tinham a ajuda de um topógrafo para ajudar no loteamento de terras na Estação Ecológica de Samuel.

 

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"O núcleo criminoso promovia a venda dos lotes, coordenava invasão e promovia a manutenção dos compradores no interior da unidade de conservação mediante um código de conduta interno, com um rigoroso controle de acesso por grupo armado", diz a Draco.


Ainda conforme a Polícia Civil, a quadrilha era subsidiada pelo fornecimento e comércio ilegal de armas através de dois policiais militares. Esses PMs, além de integrarem a organização criminosa, atuavam na segurança e no recebimento dos lucros.

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