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Envenenado: condenada no Cone Sul, mulher acusada de matar o marido de 71 anos

Ela deve cumprir pena de 27 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: da assessoria de imprensa
29/11/2024 às 16h59
Envenenado: condenada no Cone Sul, mulher acusada de matar o marido de 71 anos
Foto: Divulgação

O Tribunal do Júri, na Comarca de Cerejeiras, condenou na noite desta quinta-feira (28), Zenir Barros Wiland, acusada de matar o então companheiro, de 71 anos, José Pereira da Silva, envenenado. Ela deve cumprir pena de 27 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Os jurados entenderam que a ré, de 53 anos, praticou o crime de forma premeditada, com a anterior aquisição da substância tóxica (veneno) e espalhou a substância na comida da vítima, o que a levou a óbito. O crime aconteceu em setembro de 2023 na Zona Rural de Cerejeiras, no Cone Sul de Rondônia..

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Segundo as investigações, a condenada envenenou o companheiro durante o jantar e, de madrugada, a vítima acordou passando mal. O idoso chegou a procurar atendimento médico, mas não resistiu.

As investigações

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Conforme consta na denúncia oferecida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), ao buscar os documentos da vítima, um familiar do idoso se deparou com a cachorrinha de estimação morta. Após isso, foi levantada a possibilidade de o animal ter lambido o vômito da vítima. Então, foi realizada a coleta de algumas evidências e vestígios para serem submetidos a exames periciais, como o conteúdo gástrico do corpo da vítima para exame toxicológico.

Os laudos dos exames comprovaram a existência do veneno no corpo da vítima e do animal. No comércio local, dias antes, a mulher foi vista por testemunhas comprando a substância rastreada na cena do crime, de acordo com os autos do processo.

Conforme consta na sentença, os jurados entenderam que o crime foi praticado por motivo torpe, no lar da vítima, ambiente que deveria ser de conforto e tranquilidade. O idoso estava vulnerável diante da confiança depositada na companheira, o que facilitou a execução do crime.

O julgamento foi presidido pelo juiz Paulo Juliano Roso Teixeira.

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