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Quinhentas toneladas de produtos brasileiros por semana abastecem a Bolívia pelo Rio Mamoré

O porto inaugurado nesta terça-feira, 8, em Guajará-Mirim, deverá melhorar ainda mais o comércio bilateral que movimenta por semana um volume de aproximadamente quinhentas 500 toneladas.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: Assessoria
09/08/2023 às 14h59
Quinhentas toneladas de produtos brasileiros por semana abastecem a Bolívia pelo Rio Mamoré
Divulgação

Óleo diesel, máquinas agrícolas, suprimentos de construção civil são alguns dos produtos brasileiros exportados diariamente para a Bolívia. O porto inaugurado nesta terça-feira, 8, em Guajará-Mirim, deverá melhorar ainda mais o comércio bilateral que movimenta por semana um volume de aproximadamente quinhentas 500 toneladas.

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De lá para cá, pelo chamado “Ponto de Fronteira”, o Beni fornece 150 toneladas semanais de diversos produtos, especialmente madeira e ureia, informa o responsável pelo setor aduaneiro no porto, Adriano Zuba Braga.

 

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Da China são importados itens diversos, entre os quais pneus e outros de uso doméstico. Além disso, cerca de duzentas toneladas de mercadorias, incluindo-se mercadorias bolivianas destinadas a outros países passam pelo Brasil – castanha e madeira, principalmente. E ainda, mercadorias da Bolívia que vão para outras partes da Bolívia, a exemplo de refrigerantes ou gás natural que saem do Beni para o Departamento do Pando, ou até mesmo para o Departamento de Santa Cruz, passando por estradas brasileiras.

 

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É comum no porto de Guajará-Mirim a importação e a exportação de castanha “almendra” que sai de Rondônia para o país vizinho, ou dele para este estado, in natura (com casca), ou às vezes beneficiadas.

 

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As cargas provenientes da China passam primeiro pelo Chile (Iquique), depois são internadas na Bolívia e entram no Brasil por Guajará-Mirim.

Segundo o delegado da Receita Federal em Guajará-Mirim, Leonildo Camilo Rosa, existem importações que o Brasil faz por essa fronteira, ou exportações que não têm nenhuma relação com a Bolívia. “Essas mercadorias entram ou saem do Brasil pelos portos de Manaus e de Paranaguá”, ressalva.

 

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As cargas provenientes da China passam primeiro pelo Chile (Iquique), depois são internadas na Bolívia e entram no Brasil por Guajará-Mirim.

 

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O “ponto de Fronteira de Guajará-Mirim” é o único alfandegado entre o Brasil e o Departamento do Beni, na Bolívia. Por ele passam todas as mercadorias dos dois países.

 

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Conforme o inspetor-chefe aduaneiro Paulo Ricardo de Oliveira Giron, as exportações na região atendem a uma população boliviana de mais de 500 mil pessoas.

 

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Até então, ele explicou, o “Ponto de Fronteira” trabalhava sem piso pavimentado, nem cobertura no local destinado aos veículos de carga. O modelo IP4 entregue com a presença dos ministros Márcio França (Portos e Aeroportos) e Renan Filho (Transportes) nesta terça-feira foi construído para oferecer um local mais adequado à circulação desses veículos.

 

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O trabalho Comércio em fronteira: os circuitos da economia urbana em Guajará-Mirim (Estado de Rondônia, Brasil) e Guayaramerín (Departamento de Beni, Bolívia) *, da Universidad Nacional Costa Rica, enfatiza que cidades situadas na fronteira brasileira assumem o papel relevante no século XXI.

 

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Trechos do estudo:

“A funcionalidade da fronteira deixou de ser um espaço de separação para ser um espaço fronteiriço de integração, talvez esteja aí a principal diferença da compreensão clássica da geopolítica sobre fronteira para a atual, onde os processos atuais empenhados ora pelos estados e pela economia a transformaram.”

 

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“São esses núcleos urbanos são os pontos mais avançados da soberania do País no contexto de cooperação e da integração regional”, principalmente do ponto de vista da economia e da circulação de mercadorias e de pessoas.

 

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No entanto, ressalta diversos problemas que comprometem o desenvolvimento econômico e social: contrabando, roubo de veículos, passagem de drogas, prostituição, garimpo ilegal e desvio de usos normativos.

 

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“As cidades de fronteira representam um nó de uma rede de circulação, seja como ponto final da via de acesso ou pela centralidade criada pelos serviços e pelos fluxos convergentes a esta. No caso particular, a fronteira é formada por dois nós, um na cidade de Guajará-Mirim e outro em Guayaramerín.”

 

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“Apesar dos limites rígidos da fronteira, as relações de comércio perpassam esses limites onde se estabelece distintas formas para a comercialização na fronteira. Nesse sentido, podemos destacar os distintos fluxos de passageiros e de cargas entre as cidades.”

 

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“A dinamicidade da fronteira ocorre em parte pela existência do comércio de fronteira. No caso de Guajará-Mirim, os atacadistas não estão diretamente vinculados a isso, pois as mercadorias destinadas a essa cidade são retornadas para as demais cidades rondonienses, enquanto em Guayaramerín os comércios próximos da Aduana são responsáveis pela movimentação de pessoas.”

 

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“A diferenciação na oferta de bens de consumo é um dos elementos que alimenta a dinamicidade da fronteira; se em Guayaramerín encontra-se a comercialização de vestuário, brinquedos, relógios e restaurantes que atraem brasileiros em decorrência dos preços serem inferiores no Brasil, em Guajará-Mirim a oferta de bens de consumo – arroz, carne, frango e material de construção civil são os elementos adquiridos pelos bolivianos que deslocam esses bens para suas cidades próximas da fronteira. Todavia, como o fluxo de brasileiros é mais frequente para o lado boliviano, é lá que encontramos os pequenos “cambistas” trocando moeda para os visitantes.”

 

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*Comércio em fronteira: os circuitos da economia urbana em Guajará-Mirim (Estado de Rondônia, Brasil) e Guayaramerín, de autora dos professores Thiago Oliveira, Ricardo José Batista Nogueira e Yuji Santo Yano, todos da Universidade Federal do Amazonas.

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