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Desmatamento na Amazônia atinge menor nível da série histórica em 2025, aponta MapBiomas

O estudo reúne dados sobre cobertura e uso da terra no Brasil entre 1985 e 2025.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: Com informações do G1 RO
14/10/2026 às 17h11
Desmatamento na Amazônia atinge menor nível da série histórica em 2025, aponta MapBiomas
Foto: Reprodução

A Amazônia registrou 693 mil hectares de desmatamento em 2025, o menor índice da série histórica, segundo levantamento do MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (14). O estudo reúne dados sobre cobertura e uso da terra no Brasil entre 1985 e 2025.

Do total registrado no ano passado, 639 mil hectares correspondiam à vegetação nativa primária, enquanto 54 mil hectares eram de vegetação secundária. Apesar da redução anual, o bioma perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa ao longo dos últimos 40 anos.

Conforme informações apuradas pelo Portal Guajará junto ao levantamento do MapBiomas, a expansão da agropecuária aparece entre as principais mudanças identificadas na região. Em 2025, a atividade ocupava 65,3 milhões de hectares da Amazônia, com predominância de pastagens. A área destinada à mineração também cresceu, passando de 32 mil hectares em 1985 para 440 mil hectares em 2025.

O estudo aponta ainda que as áreas protegidas, incluindo Terras Indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas, mantinham 98% de sua cobertura formada por vegetação nativa. Por outro lado, o avanço de estradas e atividades econômicas aumenta a pressão sobre áreas próximas a esses territórios.

Rondônia perdeu vegetação nativa ao longo de quatro décadas

Na região que reúne municípios do Amazonas, Acre e Rondônia, a vegetação nativa diminuiu cerca de 7 milhões de hectares desde 1985, uma redução de 16%. Entre 2015 e 2025, foram desmatados 2,7 milhões de hectares nessa área.

Considerando apenas a parcela de cada estado inserida no bioma Amazônia, Rondônia tinha 59,1% de vegetação nativa em 2025. O percentual ficou abaixo dos registrados no Amazonas, com 94,6%, e no Acre, com 84,2%, segundo o levantamento.

Os dados reforçam a importância do monitoramento ambiental e das ações de prevenção e controle do desmatamento, especialmente em áreas pressionadas pela expansão agropecuária e pela abertura de estradas.

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