
O vereador Augustinho Figueiredo, de Guajará-Mirim, demonstrou preocupação e revolta com a redução das metas de procedimentos cirúrgicos previstas em documentos relacionados ao Hospital Regional Dr. Júlio Pérez Antelo, em Guajará-Mirim. Para o parlamentar, a mudança pode representar um retrocesso para a saúde da região e atingir diretamente pacientes que aguardam por cirurgias. (Veja o vídeo)

A documentação repassada pelo parlamentar ao Portal Guajará apresenta um comparativo entre o contrato de 189/2026 e o novo Termo de Referência. No contrato anterior, estavam previstos 231 procedimentos mensais de Ortopedia e Traumatologia, 238 de Cirurgia Geral e Urológica e 120 de Cirurgia Ginecológica, totalizando 589 procedimentos mensais quando os quantitativos são somados. No novo instrumento, aparecem 40 procedimentos de Ortopedia e Traumatologia, 75 de Cirurgia Geral, 35 de Cirurgia Urológica e 60 de Cirurgia Ginecológica, totalizando 210.
A diferença é especialmente expressiva na Ortopedia e Traumatologia, cuja meta comparável passa de 231 para 40 procedimentos mensais. Na Cirurgia Ginecológica, o quantitativo passa de 120 para 60. A documentação esclarece que Cirurgia Geral e Urológica apareciam de forma agrupada no contrato anterior e são apresentadas separadamente no novo instrumento.
Conforme informações obtidas pelo Portal Guajará a partir da documentação analisada, Augustinho Figueiredo afirma estar revoltado com a possibilidade de redução e considera preocupante qualquer mudança que possa diminuir a capacidade de atendimento cirúrgico da região. O vereador pretende buscar as autoridades responsáveis para cobrar explicações e pedir que os quantitativos sejam revistos.
A preocupação envolve não apenas Guajará-Mirim. O próprio Governo de Rondônia define o Hospital Regional Dr. Júlio Pérez Antelo como uma unidade estratégica para a região da Pérola do Mamoré, enquanto documentos estaduais de regulação apontam que a estrutura atende Guajará-Mirim, Nova Mamoré e distritos da Ponta do Abunã, ampliando o alcance da assistência hospitalar.
O hospital também foi estruturado pelo Estado com centro cirúrgico para procedimentos de média e alta complexidade. Em publicação recente, o Governo de Rondônia informou que a unidade possui 72 leitos, 10 leitos de UTI, hemodiálise e estrutura para cirurgias, reforçando seu papel na descentralização da assistência de saúde na região.
Para Augustinho, diante dessa estrutura e da demanda existente na região de fronteira, não seria aceitável, segundo sua avaliação, reduzir a quantidade de cirurgias previstas justamente em uma unidade que atende pacientes de diferentes municípios. O vereador afirma que pretende levar a situação às autoridades estaduais e buscar uma revisão das metas junto ao Governo de Rondônia.
A cobrança deverá ser direcionada também à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), atualmente comandada pelo médico Edilton Oliveira dos Santos, nomeado para o cargo em março deste ano.
É importante destacar que a documentação aponta uma redução nas metas previstas no novo instrumento, mas não permite afirmar que a quantidade de cirurgias efetivamente realizadas pelo hospital já tenha sido reduzida. A preocupação apresentada pelo vereador está relacionada justamente à possibilidade de que os novos quantitativos sejam adotados e produzam reflexos na oferta de procedimentos à população.
Veja os documentos
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Fonte: Portal Guajará.