
Áudios e mensagens que circulam em um grupo de moradores do condomínio onde reside a estudante de Medicina Vitória C., de 29 anos, mostram discussões entre a investigada e vizinhos antes do episódio que terminou com a morte do idoso Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho.
Segundo relatos compartilhados no grupo, a estudante teria se envolvido em desentendimentos com moradores e, em determinados momentos, feito ameaças contra vizinhos. Em áudios atribuídos à investigada, interlocutores descrevem um comportamento considerado alterado.

O caso ganhou grande repercussão após o atropelamento que resultou na morte de Odair Brustolin. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde de quarta-feira (1º), em um hospital particular da capital.
De acordo com o boletim de ocorrência, a suspeita chegou ao condomínio conduzindo um Jeep Renegade preto e colidiu contra o portão de acesso. Em seguida, conforme o registro policial, ela teria se exaltado diante da presença de moradores.

Ainda segundo a ocorrência, a investigada foi até seu apartamento, pegou uma garrafa de vidro e a arremessou contra a residência onde estava o idoso. Na sequência, retornou ao veículo, avançou contra o portão do imóvel e, após dar marcha à ré, acelerou novamente, rompendo a estrutura metálica e invadindo a residência.

Imagens registradas por vizinhos mostram o momento em que o veículo invade o imóvel. Odair Brustolin estava na área externa da casa quando foi atingido e prensado contra a estrutura da residência. O impacto provocou graves ferimentos e destruiu parte da fachada do imóvel.
A vítima foi socorrida por moradores e encaminhada a um hospital particular de Porto Velho, onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu aos ferimentos.
Após o ocorrido, a estudante foi presa em flagrante e encaminhada ao Departamento de Flagrantes. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como homicídio.

As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do crime. A Polícia Civil também apura o conteúdo dos áudios e das mensagens que circulam nas redes sociais e em grupos de moradores, a fim de verificar sua autenticidade e eventual relação com os fatos investigados.
Vejam alguns dos aúdios atribuidos a acusada durante discusão em grupo de whatsaapp