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Ex-vereador é preso durante operação sobre triplo homicídio em Guajará-Mirim e nega envolvimento em entrevista

Kerling Brito nega envolvimento no crime e afirma ter sido surpreendido com mandado de prisão durante a Operação “Nó Górdio”

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: Portal Guajará
20/05/2026 às 19h19
Ex-vereador é preso durante operação sobre triplo homicídio em Guajará-Mirim e nega envolvimento em entrevista
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Rondônia, por meio do Serviço de Investigação e Captura (SEVIC) de Guajará-Mirim, deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a Operação “Nó Górdio”, que resultou no cumprimento de mandados judiciais contra investigados por suposto envolvimento em um triplo homicídio registrado na Estrada do Palheta, zona rural do município.


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Entre os presos está o ex-vereador Kerling Aparecido Moreira, conhecido como Kerling Brito, além de seu irmão, Kerli Moreira. Um terceiro investigado, conhecido como “Malvadão”, também teve mandado cumprido, mas já se encontrava preso.

Ex-vereador Kerling Aparecido Moreira, conhecido como Kerling Brito / Foto: Arquivo Pessoal 

O caso está relacionado ao triplo homicídio ocorrido em 29 de novembro de 2024, nas proximidades do balneário do Serginho, que vitimou Gabriele Melo Augusto Bramini, Wellington Rodrigues Gutierrez e Raimundo Nonato Rodrigues Cardoso.


Fotos das vítimas Gabriele Melo Augusto Bramini, Wellington Rodrigues Gutierrez e Raimundo Nonato Rodrigues Cardoso.

Segundo as investigações, as vítimas estavam em uma caminhonete Fiat Strada branca quando foram surpreendidas por diversos disparos de arma de fogo. Conforme apurou o Portal Guajará, as apurações avançaram a partir do cruzamento de depoimentos, análise de imagens de câmeras de segurança e perícias realizadas em aparelhos celulares.

As autoridades investigam a participação de pelo menos seis pessoas no planejamento do crime e também apuram uma suposta dívida financeira envolvendo um dos suspeitos e Raimundo Nonato Rodrigues Cardoso, que teria uma quantia significativa a receber.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, há indícios de que Gabriele Bramini não seria o alvo inicial da ação criminosa, hipótese que passou a integrar uma das principais linhas investigativas do inquérito.

Kerling Brito foi localizado e preso em seu estabelecimento comercial, enquanto Kerli Moreira foi encontrado em uma residência em Guajará-Mirim. Durante os procedimentos, ambos permaneceram em silêncio, acompanhados por advogado.

O homem apontado como possível autor dos disparos segue sendo procurado pelas autoridades. Novas informações técnicas já foram requisitadas para aprofundar a investigação, que segue sob segredo de Justiça.

ENTREVISTA

Na Delegacia, Kerling Brito foi entrevistado pelo radialista Roni Von Barros. O ex-vereador negou ter matado ou mandado matar alguém e falou sobre o caso.

Ao ser questionado sobre a prisão, Kerling afirmou ter sido surpreendido pela ação policial que resultou na sua prisão. 

Kerling:

“É um surpresa pra mim. Fui chamado aqui na delegacia pela primeira vez e dei meu depoimento, minha versão verdadeira. Hoje me surpreende essa operação e o mandado de prisão contra a minha pessoa. Eu estava no meu estabelecimento comercial quando a Polícia Civil chegou, e educadamente me cumprimentou e falou que havia um mandado aberto contra mim. Cumpriram o mandado e agora estou aqui na delegacia.”

Ao ser questionado se teria matado ou mandado matar alguém, Kerling negou qualquer envolvimento.

Kerling:

“Eu nunca matei ninguém, nunca mandei matar ninguém. Sou um cidadão de bem, todos me conhecem em Guajará-Mirim, e minha índole não é essa.”

Perguntado se conhecia alguma das vítimas e se tinha algum tipo de envolvimento com elas, respondeu:

Kerling:

“Conhecia todas as vítimas. Guajará-Mirim é uma cidade pequena, a gente conhece todo mundo, então conhecia todos.”

Sobre possíveis dívidas ou conflitos com as vítimas, Kerling negou qualquer pendência.

Kerling:

“Nunca, jamais tive qualquer dívida com eles, e eles também nunca tiveram comigo.”

Questionado sobre o seu sentimento diante das acusações, afirmou estar tranquilo.

Kerling:

“A minha consciência é limpa, tranquila. Relatei toda a situação, passei tudo para o delegado, e eles continuaram a investigação.”

Ao ser perguntado se tinha medo de ser preso, respondeu:

Kerling:

“Nunca. Não fiz nada errado, ando sempre na linha e nunca tive medo.”

 

O Portal Guajará seguirá acompanhando de perto o andamento das investigações e trará novas informações assim que houver atualizações oficiais sobre o caso

Fonte: Portal Guajará

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