
A Polícia Civil de Rondônia, por meio do Serviço de Investigação e Captura (SEVIC) de Guajará-Mirim, deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a Operação “Nó Górdio”, que resultou no cumprimento de mandados judiciais contra investigados por suposto envolvimento em um triplo homicídio registrado na Estrada do Palheta, zona rural do município.

Entre os presos está o ex-vereador Kerling Aparecido Moreira, conhecido como Kerling Brito, além de seu irmão, Kerli Moreira. Um terceiro investigado, conhecido como “Malvadão”, também teve mandado cumprido, mas já se encontrava preso.

Ex-vereador Kerling Aparecido Moreira, conhecido como Kerling Brito / Foto: Arquivo Pessoal
O caso está relacionado ao triplo homicídio ocorrido em 29 de novembro de 2024, nas proximidades do balneário do Serginho, que vitimou Gabriele Melo Augusto Bramini, Wellington Rodrigues Gutierrez e Raimundo Nonato Rodrigues Cardoso.

Fotos das vítimas Gabriele Melo Augusto Bramini, Wellington Rodrigues Gutierrez e Raimundo Nonato Rodrigues Cardoso.
Segundo as investigações, as vítimas estavam em uma caminhonete Fiat Strada branca quando foram surpreendidas por diversos disparos de arma de fogo. Conforme apurou o Portal Guajará, as apurações avançaram a partir do cruzamento de depoimentos, análise de imagens de câmeras de segurança e perícias realizadas em aparelhos celulares.
As autoridades investigam a participação de pelo menos seis pessoas no planejamento do crime e também apuram uma suposta dívida financeira envolvendo um dos suspeitos e Raimundo Nonato Rodrigues Cardoso, que teria uma quantia significativa a receber.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, há indícios de que Gabriele Bramini não seria o alvo inicial da ação criminosa, hipótese que passou a integrar uma das principais linhas investigativas do inquérito.
Kerling Brito foi localizado e preso em seu estabelecimento comercial, enquanto Kerli Moreira foi encontrado em uma residência em Guajará-Mirim. Durante os procedimentos, ambos permaneceram em silêncio, acompanhados por advogado.
O homem apontado como possível autor dos disparos segue sendo procurado pelas autoridades. Novas informações técnicas já foram requisitadas para aprofundar a investigação, que segue sob segredo de Justiça.
ENTREVISTA

Na Delegacia, Kerling Brito foi entrevistado pelo radialista Roni Von Barros. O ex-vereador negou ter matado ou mandado matar alguém e falou sobre o caso.
Ao ser questionado sobre a prisão, Kerling afirmou ter sido surpreendido pela ação policial que resultou na sua prisão.
Kerling:
“É um surpresa pra mim. Fui chamado aqui na delegacia pela primeira vez e dei meu depoimento, minha versão verdadeira. Hoje me surpreende essa operação e o mandado de prisão contra a minha pessoa. Eu estava no meu estabelecimento comercial quando a Polícia Civil chegou, e educadamente me cumprimentou e falou que havia um mandado aberto contra mim. Cumpriram o mandado e agora estou aqui na delegacia.”
Ao ser questionado se teria matado ou mandado matar alguém, Kerling negou qualquer envolvimento.
Kerling:
“Eu nunca matei ninguém, nunca mandei matar ninguém. Sou um cidadão de bem, todos me conhecem em Guajará-Mirim, e minha índole não é essa.”
Perguntado se conhecia alguma das vítimas e se tinha algum tipo de envolvimento com elas, respondeu:
Kerling:
“Conhecia todas as vítimas. Guajará-Mirim é uma cidade pequena, a gente conhece todo mundo, então conhecia todos.”
Sobre possíveis dívidas ou conflitos com as vítimas, Kerling negou qualquer pendência.
Kerling:
“Nunca, jamais tive qualquer dívida com eles, e eles também nunca tiveram comigo.”
Questionado sobre o seu sentimento diante das acusações, afirmou estar tranquilo.
Kerling:
“A minha consciência é limpa, tranquila. Relatei toda a situação, passei tudo para o delegado, e eles continuaram a investigação.”
Ao ser perguntado se tinha medo de ser preso, respondeu:
Kerling:
“Nunca. Não fiz nada errado, ando sempre na linha e nunca tive medo.”
O Portal Guajará seguirá acompanhando de perto o andamento das investigações e trará novas informações assim que houver atualizações oficiais sobre o caso
Fonte: Portal Guajará