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Brasil registra oito casos de hantavírus em 2026. Saiba onde

O período de incubação é de, geralmente, duas a quatro semanas.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: Metrópoles
08/05/2026 às 15h54
Brasil registra oito casos de hantavírus em 2026. Saiba onde
Foto: Reprodução
O Brasil já registrou oito casos de hantavírus apenas no ano de 2026, de acordo com levantamento feito pelo Metrópoles. O Ministério da Saúde confirmou sete registros, mas um oitavo caso foi detectado pela Secretária de Saúde do Paraná.
Confira onde os casos foram registrados:
▪️ Dois registros em Minas Gerais;
▪️ Dois registros no Rio Grande do Sul;
▪️ Dois registros no Paraná (Um caso confirmado pelo MS e dois pela Secretária de Saúde do Paraná);
▪️ Um registro em Santa Catarina;
▪️ Um registro sem unidade da Federação identificada.
No Paraná, os casos confirmados envolvem um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, e uma mulher de 28 anos, residente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Outros 11 casos são investigados no Paraná, que já descartou outras 21 suspeitas.
A confirmação ocorre em meio a um alerta internacional recente, após a Organização Mundial da Saúde relatar mortes associadas ao vírus no cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Ao menos três pessoas morreram durante a viagem, o que aumentou a atenção global sobre a doença.
O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, afirmou nessa quinta (6/5) que exames indicam que a contaminação por hantavírus de um dos passageiros que estava no cruzeiro MV Hondius está contaminado com a cepa “Andes”, a única que tem transmissão entre humanos.
O hantavírus é uma doença respiratória rara. A principal via de transmissão é por meio de contato com excreções (urina, fezes, saliva) de roedores silvestres ou superfícies contaminadas. Mas, embora rara, a transmissão entre pessoas foi relatada com o vírus em contatos próximos e prolongados.
O período de incubação é de, geralmente, duas a quatro semanas. Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e problemas gastrointestinais. Mas pode evoluir para dificuldade respiratória e hipotensão.
Não existem vacinas ou tratamentos específicos. A sobrevida aumenta com o suporte médico precoce e internação em UTIs. O risco global é atualmente avaliado pela OMS como baixo, embora dependa de fatores ecológicos que afetam as populações de roedores.
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