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Foragido há mais de 12 anos, acusado de chacina familiar em Guajará-Mirim vai a júri em maio

O caso aconteceu em 30 de dezembro de 2013.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: Com informações do G1RO
19/04/2026 às 14h44
Foragido há mais de 12 anos, acusado de chacina familiar em Guajará-Mirim vai a júri em maio
Tanus dos Santos, foragido — Foto: Reprodução/Redes sociais

Foragido da Justiça desde 2016, Tanus dos Santos é acusado de matar a tiros o cunhado, a namorada e os dois filhos dela, de 5 e 16 anos. O caso aconteceu em 30 de dezembro de 2013, no bairro Santa Luzia, em Guajará-Mirim (RO).

Mesmo sem ter sido localizado até hoje, o acusado já tem data para ser julgado. Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), o júri está marcado para o dia 4 de maio, na comarca do município.

A situação levanta uma dúvida comum: afinal, é possível julgar alguém que está foragido? Para a reportagem o promotor de Justiça do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), Leonardo Castelo Alves, explicou que esse tipo de caso costuma gerar confusão, mas está previsto na legislação brasileira. De acordo com ele, a dúvida surge porque muitas pessoas misturam regras do processo civil com as do processo penal, que funcionam de formas diferentes.

 

O crime

Uma mulher de 28 anos e os dois filhos, de 5 e 16 anos, foram mortos a tiros na madrugada do dia 30 de dezembro de 2013, no bairro Santa Luzia, em Guajará-Mirim (RO).

Peritos no local do crime — Foto: Leile Ribeiro/TV Guajará

Peritos no local do crime — Foto: Leile Ribeiro/TV Guajará

As vítimas foram identificadas como Luciene de Almeida, de 30 anos, e os filhos Elizandro Almeida Lima Tavares, de 15 anos, e Renato Almeida Paiva, de 5 anos. O irmão de Luciene, Jokley Lima Brito, de 20 anos, também foi baleado e morreu dias depois, em 1º de janeiro de 2015.

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial reúne as vítimas Luciene de Almeida, Renato Almeida Paiva, Elizandro Almeida Lima Tavares e Jokley Lima Brito (da direita para a esquerda); montagem foi enviada pela família. — Foto: Reprodução/acervo pessoal

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial reúne as vítimas Luciene de Almeida, Renato Almeida Paiva, Elizandro Almeida Lima Tavares e Jokley Lima Brito (da direita para a esquerda); montagem foi enviada pela família ao G1RO. — Foto: Reprodução/acervo pessoal

O autor do crime foi identificado pela polícia como Tanus dos Santos, que, na época, tinha 23 anos e era namorado da mulher. A motivação, segundo familiares das vítimas, seria ciúmes.

De acordo com a polícia, as vítimas foram atingidas com tiros na cabeça. O irmão da mulher, Jocley Lima, também foi baleado.

Segundo a perícia, o filho mais velho foi a primeira vítima. O corpo dele e o da mãe foram encontrados na sala da casa. Já o corpo da criança mais nova estava em um dos quartos.

Tanus se apresentou à Polícia Civil no dia 1º de janeiro de 2015, acompanhado de um advogado, dois dias após o crime. Na ocasião, houve tumulto em frente à delegacia, e moradores tentaram invadir o local. A unidade foi depredada, policiais ficaram feridos e um manifestante foi atingido por bala de borracha.

Por segurança, o suspeito foi transferido para a Penitenciária Estadual Edvan Mariano Rosendo, em Porto Velho.

 

Fuga

Tanus permaneceu preso por cerca de dois anos e quatro meses. No dia 11 de janeiro de 2016, ele fugiu do presídio com outros detentos.

Segundo agentes penitenciários, os presos serraram as grades da cela e, após percorrerem cerca de 30 metros, conseguiram pular o muro da unidade.

Parte dos foragidos foi recapturada na região, com apoio de policiais civis e militares. Tanus não foi localizado desde então.

 

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