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Polícia Federal investiga furto e incêndio em depósito de saúde indígena

Operação Rastro Zero apura desaparecimento de equipamentos do DSEI em Porto Velho; criminosos teriam provocado incêndio intencional para destruir provas.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: PFRO
18/04/2026 às 07h24
Polícia Federal investiga furto e incêndio em depósito de saúde indígena
Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (17), a Operação Rastro Zero para desarticular um esquema de furto e destruição de patrimônio público em Rondônia. A ação busca identificar os responsáveis pela subtração de equipamentos médicos e odontológicos destinados ao atendimento de comunidades indígenas. Segundo a investigação, o grupo teria provocado um incêndio criminoso no depósito do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) para ocultar o crime e eliminar vestígios deixados durante o furto.

As diligências começaram logo após a diretoria do DSEI notar o desaparecimento de materiais de alto valor armazenados na unidade. O que chamou a atenção dos agentes foi o fato de que, apenas um dia após a constatação dos furtos, um incêndio de grandes proporções atingiu o local. Laudos técnicos realizados por peritos federais afastaram qualquer hipótese de causas acidentais, confirmando que as chamas tiveram origem intencional e coordenada para destruir o inventário e as evidências físicas.

A Polícia Federal aponta indícios de facilitação interna, sugerindo que os envolvidos possuíam acesso privilegiado às instalações ou conhecimento das fragilidades no controle patrimonial do órgão. Nesta sexta-feira, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal de Rondônia. O foco da operação é recuperar parte do material desviado e colher depoimentos que confirmem a participação de servidores ou prestadores de serviço no esquema de peculato.

Os investigados estão sujeitos a penas rigorosas por crimes de furto qualificado, incêndio criminoso, peculato e associação criminosa. A Polícia Federal destacou que a colaboração técnica do DSEI foi fundamental para o avanço das apurações. O prejuízo financeiro ainda está sendo contabilizado, mas o maior impacto é social, uma vez que a destruição dos equipamentos compromete diretamente a assistência médica básica prestada às populações indígenas do estado.

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