
A deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil) apresentou a Indicação 16.382/26 ao governo de Rondônia solicitando a implantação de internet com cabeamento de fibra óptica nas escolas da rede estadual, com prioridade para as salas de aula do Ensino Médio. A proposta leva em conta um problema antigo e ainda presente no cotidiano das unidades escolares: a precariedade da conexão.
No documento, a parlamentar aponta que “a realidade enfrentada nas escolas estaduais revela significativa deficiência na oferta de acesso à internet”, destacando que, em muitos casos, o serviço depende de “sinal Wi-Fi instável e insuficiente para atender às demandas pedagógicas e administrativas”.
Tal limitação compromete diretamente a rotina escolar, dificultando a utilização de recursos tecnológicos em sala de aula, bem como a execução de atividades administrativas essenciais. O texto ressalta que a fragilidade da conexão impacta desde o uso de ferramentas pedagógicas até tarefas básicas de gestão.
Outro ponto sensível é a sobrecarga enfrentada por profissionais da educação. Segundo a indicação, em diversas situações, professores e servidores recorrem à própria internet para manter as atividades em funcionamento, o que evidencia a falta de estrutura adequada.
Solução estrutural
A proposta apresentada por Ieda Chaves defende uma solução mais robusta e permanente. A instalação de fibra óptica diretamente nas escolas, especialmente nas salas de aula, é tratada como alternativa capaz de garantir estabilidade e eficiência. “A implantação de internet com cabeamento de fibra óptica diretamente nas salas de aula representa solução técnica mais estável, segura e eficiente”, argumenta a parlamentar.
Modernização e ensino digital
O texto também enquadra a medida em um cenário mais amplo de transformação da educação. O acesso à internet de qualidade é considerado essencial para acompanhar a digitalização do ensino e permitir o uso efetivo de ferramentas pedagógicas contemporâneas.
Equidade no acesso à educação
Além do aspecto técnico, a indicação aborda um ponto estratégico: a equidade. A proposta, que deve ser avaliada pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), sustenta que melhorar a conectividade nas escolas públicas é um passo necessário para garantir condições mais justas de aprendizado, alinhadas às exigências atuais do setor educacional.
Texto: Etiene Gonçalves
Foto: Daiane Mendonça | SECOM GOV/RO