Com o fechamento da janela partidária, o cenário eleitoral de Rondônia entra em uma fase mais concreta e menos especulativa. Os partidos consolidaram seus pré-candidatos ao governo estadual e alinharam palanques com vistas à disputa presidencial, desenhando a estrutura política que deve dominar a campanha nos próximos meses.
No campo da direita, o Flávio Bolsonaro (PL) garantiu dois palanques no estado, com Marcos Rogério (PL) e Hildon Chaves (União). A estratégia indica tentativa de ampliar capilaridade eleitoral e evitar concentração de forças em apenas um nome.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também estruturou dois palanques em Rondônia, com Expedito Neto (PT) e Samuel Costa (PSB), sinalizando uma disputa fragmentada, mas com presença em diferentes bases políticas. Como PT e PSB caminham juntos em todo o país, existe a possibilidade de uma composição até as convenções.
No PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com palanque vinculado a Adailton Fúria, reforçando a articulação de uma terceira via com presença regional.
O calendário eleitoral agora impõe prazos decisivos. Entre 20 de julho e 5 de agosto, partidos e federações realizam suas convenções para oficializar candidaturas e coligações. O prazo final para registro junto à Justiça Eleitoral se encerra em 15 de agosto.
A campanha começa oficialmente no dia 16 de agosto, quando passam a ser permitidas ações de rua e propaganda na internet. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão tem início em 28 de agosto, etapa considerada crucial para ampliar o alcance das candidaturas.
O quadro atual revela menos incerteza e mais organização estratégica. A partir daqui, o que vai definir o jogo não é mais quem será candidato, mas quem consegue converter estrutura política em voto.