A capital de Rondônia possui 69 áreas classificadas como de risco geológico, colocando 26.536 domicílios — entre residências e estabelecimentos comerciais — em situação de vulnerabilidade. Os dados são do Serviço Geológico do Brasil e foram divulgados em fevereiro de 2026 em um levantamento sobre as capitais da Amazônia Legal. O problema é um desafio para a gestão municipal que anualmente convive com o problema e busca proteger famílias e bens.
De acordo com o estudo, em Porto Velho os principais problemas identificados são erosão do solo, inundações e rastejo, fenômenos naturais que podem comprometer estruturas urbanas, causar danos a imóveis e colocar moradores em risco.
O levantamento mostra que milhares de famílias vivem em áreas sujeitas a processos geológicos ou hidrológicos que podem se intensificar principalmente durante períodos de chuvas fortes ou cheias de rios.
O estudo também aponta que a situação não é exclusiva da capital rondoniense. Entre as capitais da Amazônia Legal analisadas, Manaus lidera em número de áreas classificadas como de risco, enquanto Belém concentra o maior número de domicílios expostos. Já Macapá e Porto Velho aparecem entre as cidades com quantidade significativa de áreas vulneráveis.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a ocupação de áreas ambientalmente frágeis, somada ao crescimento urbano acelerado e à falta de planejamento territorial, contribui para ampliar os riscos nas cidades da região amazônica.
O órgão destaca que o mapeamento dessas áreas é essencial para orientar ações de defesa civil, planejamento urbano e políticas públicas de prevenção de desastres, além de subsidiar medidas de proteção às comunidades que vivem em regiões consideradas de maior vulnerabilidade.
Identificar e monitorar essas áreas é um passo fundamental para reduzir impactos, evitar tragédias e melhorar as condições de segurança da população nas capitais amazônicas.