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Câmara de Guajará-Mirim rejeita audiência pública proposta por vereadora para discutir impactos da ponte binacional

Mesmo com a rejeição do requerimento, o tema continua gerando discussões na cidade e entre lideranças locais sobre como Guajará-Mirim deve se preparar para as transformações que poderão ocorrer com a implantação da ponte internacional.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: Portal Guajará
13/03/2026 às 09h10
Câmara de Guajará-Mirim rejeita audiência pública proposta por vereadora para discutir impactos da ponte binacional
Foto: Reprodução Guajará Hoje

A Câmara Municipal de Guajará-Mirim rejeitou, na última terça-feira, o Requerimento 0021/2026, de autoria da vereadora Cordélia Cruz Santana (PDT), que solicitava a realização de uma Audiência Pública para discutir os impactos da futura ponte binacional Brasil–Bolívia no município. A proposta acabou sendo barrada após votação da maioria dos parlamentares em plenário.

Imagem da vereadora Cordelia Santana duante a sessão que rejeitou seu requerimento

De acordo com a vereadora, a iniciativa tinha como objetivo promover um espaço de diálogo entre população, autoridades municipais e estaduais, representantes do Governo Federal e empresas envolvidas na obra, a fim de discutir como o município deve se preparar para as mudanças que poderão surgir com a construção da ponte.

Imagem do canteiro de obras da ponte Binacional em Guajará-Mirim-RO / Guajará Hoje

Em entrevista ao Portal Guajará a parlamentar destacou que não é contra a construção da ponte nem contra a geração de empregos que o empreendimento pode trazer para a região, mas defende que haja planejamento e transparência sobre os impactos que a obra poderá causar em setores essenciais da cidade. (Veja a entrevista aqui)

Entre os principais pontos que, segundo ela, deveriam ser debatidos em uma audiência pública estão possíveis reflexos nas áreas de saúde, segurança pública, educação, infraestrutura e organização urbana, considerando que a obra, de caráter internacional, deve atrair trabalhadores e pessoas de diferentes regiões do país para a região de fronteira.

A preocupação, segundo Cordélia, é que o município possa enfrentar dificuldades caso não haja preparação prévia para lidar com o aumento da circulação de pessoas e da demanda por serviços públicos.

Não sou contra a obra, nem contra os empregos que ela pode gerar. A preocupação é que o município esteja preparado para receber esse fluxo de pessoas e evitar problemas futuros, principalmente em áreas essenciais como saúde e segurança”, destacou a vereadora.

A rejeição do requerimento também gerou repercussão nas redes sociais e abriu um debate entre moradores de Guajará-Mirim. Enquanto parte da população defende que a discussão é necessária para garantir planejamento e organização da cidade, outros acreditam que debates desse tipo poderiam gerar atrasos ou dificuldades para o avanço da obra.

A futura ponte binacional, considerada um projeto estratégico para a integração entre Brasil e Bolívia, é vista como uma obra de grande impacto econômico e logístico para a região de fronteira. No entanto, para especialistas e autoridades locais, empreendimentos dessa magnitude também exigem planejamento antecipado para evitar problemas sociais e estruturais.

Mesmo com a rejeição do requerimento, o tema continua gerando discussões na cidade e entre lideranças locais sobre como Guajará-Mirim deve se preparar para as transformações que poderão ocorrer com a implantação da ponte internacional.

Fonte: Portal Guajará 

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