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'Ô LÁ EM CASA': Após dias escutando cantadas de pedreiros, mulher aciona PM

Ao ver a vítima empurrando sua bebê em um carrinho, um dos acusados disparou: 'eu assumo seu filho'

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: Folha do Sul online
04/03/2026 às 15h25
'Ô LÁ EM CASA': Após dias escutando cantadas de pedreiros, mulher aciona PM
Foto: Reprodução/ Folha do Sul online
Ontem, após serem denunciados por uma moradora do Setor 29, em Vilhena, dois trabalhadores da construção civil foram apresentados na Policia Civil, ambos acusados de importunação sexual contra a vitima, que tem 23 anos.
 
Aos policiais militares acionados para atender a ocorrência, a mulher contou que os construtores estão trabalhando em uma obra ao lado de sua casa. Os dois, segundo a jovem, há algum tempo, sempre que ela sai para a rua, ou mesmo quando circula em seu quintal, the dirigem frases de teor sexual.
 
"O, gostosa", "ō, lá em casa", "que mulher bonita" e "ah, se eu pudesse ter você para mim" foram algumas das expressões usadas pelos construtores. Um deles, o mais ousado, chegou a disparar para a vítima, ao vê-la empurrando sua bebê em um carrinho: "eu assumo seu filho".
 
Tentando fazer com que os dois denunciados parassem de importuná-la, a mulher disse que era casada e exigia respeito, mas isso não intimidou nenhum dos dois, que prosseguiram com as investidas constrangedoras contra ela.
 
A garota também revelou que nem mesmo em sua casa, ela escapa das "cantadas", pois quando os "galas" estão na parte alta da construção, ficam constantemente olhando-a, o que a faz se sentir "constrangida e molestada”, manifestando o desejo de registrar a ocorrência policial.
 
Além de identificar os dois homens, a mulher explicou que o ajudante, que tem 54 anos, é o mais atrevido, mas o outro, de 36, responsável pela obra, também fica lhe olhando do alto da construção e repetindo a frase "ō, lá em casa". Essa situação recorrente fez sua tolerancia chegar ao limite.
 
Os dois construtores foram apresentados na Unisp, onde a ocorrência acabou registrada, e a vitima recebeu o atendimento previsto para este tipo de caso.
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