Ontem, após serem denunciados por uma moradora do Setor 29, em Vilhena, dois trabalhadores da construção civil foram apresentados na Policia Civil, ambos acusados de importunação sexual contra a vitima, que tem 23 anos.
Aos policiais militares acionados para atender a ocorrência, a mulher contou que os construtores estão trabalhando em uma obra ao lado de sua casa. Os dois, segundo a jovem, há algum tempo, sempre que ela sai para a rua, ou mesmo quando circula em seu quintal, the dirigem frases de teor sexual.
"O, gostosa", "ō, lá em casa", "que mulher bonita" e "ah, se eu pudesse ter você para mim" foram algumas das expressões usadas pelos construtores. Um deles, o mais ousado, chegou a disparar para a vítima, ao vê-la empurrando sua bebê em um carrinho: "eu assumo seu filho".
Tentando fazer com que os dois denunciados parassem de importuná-la, a mulher disse que era casada e exigia respeito, mas isso não intimidou nenhum dos dois, que prosseguiram com as investidas constrangedoras contra ela.
A garota também revelou que nem mesmo em sua casa, ela escapa das "cantadas", pois quando os "galas" estão na parte alta da construção, ficam constantemente olhando-a, o que a faz se sentir "constrangida e molestada”, manifestando o desejo de registrar a ocorrência policial.
Além de identificar os dois homens, a mulher explicou que o ajudante, que tem 54 anos, é o mais atrevido, mas o outro, de 36, responsável pela obra, também fica lhe olhando do alto da construção e repetindo a frase "ō, lá em casa". Essa situação recorrente fez sua tolerancia chegar ao limite.
Os dois construtores foram apresentados na Unisp, onde a ocorrência acabou registrada, e a vitima recebeu o atendimento previsto para este tipo de caso.