
A obra de revitalização do Parque Circuito, em Guajará-Mirim, já está em andamento com valor contratual de R$ 1.214.559,87, conforme a placa oficial instalada no local. O projeto prevê a reestruturação completa do espaço, com novas estruturas e melhorias voltadas ao lazer da população.
De acordo com os dados públicos, os trabalhos começaram em 19 de dezembro de 2025, com prazo de execução de 210 dias, e previsão de conclusão em julho de 2026. A obra é executada pela Prefeitura de Guajará-Mirim, por meio da Semcet.

No entanto, o empreendimento passou a ser alvo de forte questionamento político após a tramitação do Projeto de Lei nº 10/2026, de autoria do Executivo Municipal, que solicita a abertura de crédito adicional suplementar de R$ 240 mil para formalização de um termo aditivo ao contrato da obra.
A proposta foi discutida durante a sessão ordinária desta terça-feira (24), realizada excepcionalmente no auditório do IFRO, e gerou debate intenso, embates entre parlamentares e clima de tensão no plenário da Câmara Municipal.
Vereadores criticaram duramente a falta de justificativa técnica detalhada, a ausência de planilhas claras de custos, o momento da solicitação, com a obra ainda em execução, e a inexistência de prestação de contas específica dos valores já pagos.
Parlamentares também apontaram que o pedido de aditivo foi apresentado sem transparência suficiente, levantando questionamentos sobre planejamento, gestão contratual e controle dos recursos públicos.
A matéria dividiu a Câmara entre base governista e oposição. Votaram contra o aditivo os vereadores Augustinho Figueiredo, Elias Crispim, Alexandre Melo e Cordélia Santana, que se posicionaram publicamente contra o aumento do valor da obra sem comprovação técnica clara da necessidade.
Com a aprovação do crédito suplementar, o investimento público no Parque Circuito ultrapassa R$ 1,4 milhão, ampliando o debate sobre transparência, fiscalização, responsabilidade administrativa e uso do dinheiro público no município.
O caso reacende discussões sobre a forma como aditivos contratuais vêm sendo tratados em obras públicas e levanta questionamentos sobre o modelo de gestão de contratos da administração municipal.