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Comissão aprova aumento de dedução no Imposto de Renda para patrocínio cultural em região atingida por desastre

Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: Agência Câmara
16/01/2026 às 11h50
Comissão aprova aumento de dedução no Imposto de Renda para patrocínio cultural em região atingida por desastre
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, projeto de lei que dobra o limite de dedução no Imposto de Renda para doação e patrocínio a projetos culturais realizados em regiões atingidas por tragédias ou desastres naturais.

Atualmente, o limite de dedução para pessoas físicas é de 6% do imposto devido e, para empresas, o teto é 4% do imposto devido por período de apuração. Conforme a proposta, o limite dobrado (12% e 8%, respectivamente) valerá por, no mínimo, um ano da data da calamidade.

No entanto, a possibilidade de dedução em dobro não se aplica ao doador ou patrocinador que estiver relacionado diretamente com os motivos que ensejaram a calamidade.

Parecer favorável
Os parlamentares acolheram o parecer da relatora , deputada Denise Pessôa (PT-RS), pela aprovação do Projeto de Lei 2017/24 , do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), que inclui os novos valores na Lei Rouanet .

Segundo Denise Pessôa, a proposta busca estabelecer mecanismos adicionais de incentivo, para favorecer a mobilização de investimentos privados, a reorganização de acervos e a reconstrução de equipamentos culturais nas áreas afetadas.

"Valorizamos, ainda, a iniciativa do autor em excluir dessa possibilidade de duplicação dos valores incentivados os casos em que o doador ou patrocinador tenha vínculo direto com a origem da calamidade", afirmou a relatora.

Próximos passos
A proposta, que também já foi aprovada pela Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional , ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisará ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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