
Relatório de gestão aponta reorganização institucional, uso de tecnologia, resposta à crise climática e ampliação de políticas ambientais no município
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“Abandonamos uma gestão baseada em litígios e passamos a atuar com governança, tecnologia e previsibilidade”, afirmou Vinicius Valentin Raduan Miguel, secretário municipal de Meio Ambiente.
De acordo com o relatório, a SEMA passou por uma reengenharia institucional com base no Decreto nº 21.133/2025, que redefiniu a estrutura interna da secretaria, criou a Diretoria Executiva de Administração, a Coordenadoria de Proteção Animal e uma Comissão de Transparência. A força de trabalho foi organizada com 243 colaboradores, entre servidores estatutários, comissionados, voluntários e reeducandos vinculados a convênio com a Secretaria de Justiça, voltado à ressocialização e manutenção de parques.

Um dos principais destaques do relatório é a migração completa do licenciamento ambiental para o meio digital. O antigo sistema foi substituído pelo Sistema de Licenciamento Unificado (SUL), com integração às bases de dados das secretarias municipais de Regularização Fundiária, Saúde e Fazenda. A Portaria nº 11/2025 regulamentou o novo fluxo digital, com uso de assinatura eletrônica qualificada e rastreabilidade dos processos por até 20 anos.
“Encerramos o ano com o passivo de processos zerado, algo inédito na história da secretaria”, declarou Vinicius Valentin Raduan Miguel, secretário municipal de Meio Ambiente. O relatório aponta que, pela primeira vez, a capacidade de análise superou a entrada de novos pedidos, mantendo a chamada ‘fila zerada’ durante todo o ano de 2025.
Na política de bem-estar animal, a SEMA registrou investimento de R$ 6,63 milhões. Entre as ações está a inauguração da primeira Clínica Pública Veterinária de Rondônia, no bairro Lagoinha, com estrutura de centro cirúrgico, raio-x e laboratório. O modelo de gestão ocorre por meio de chamamento público em parceria com a Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, com previsão de até 8 mil castrações anuais e distribuição de ração a protetores cadastrados.

Na fiscalização ambiental, foram processadas 1.424 denúncias ao longo do ano, com uso de drones, GPS e rotas inteligentes para otimizar o trabalho de campo. As principais infrações registradas envolveram danos a áreas de preservação permanente, lançamento irregular de água servida e queimadas urbanas, que resultaram em mais de R$ 241 mil em multas apenas nessa tipologia.
O documento aponta ainda a ampliação de políticas de infraestrutura verde, com produção e distribuição de 91 mil mudas pelo Viveiro Municipal e expansão das ações para distritos do Baixo Madeira, como São Carlos, Calama e Nazaré. O Parque Natural Municipal registrou aumento de 289% na visitação, somando mais de 88 mil visitantes em 2025.

“Os números mostram que é possível organizar a gestão ambiental, dar resposta rápida à sociedade e atuar de forma integrada com outras áreas do município”, afirmou Vinicius Valentin Raduan Miguel, secretário municipal de Meio Ambiente.
O Relatório Anual de Gestão da SEMA consolida os dados do exercício de 2025 e reúne informações sobre os principais eixos de atuação da política ambiental da Prefeitura de Porto Velho.
Veja AQUI o Relatório de Gestão.
Texto: Muryllo Ferri Bastos
Imagens: Arquivo