
BRASÍLIA - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta quarta-feira (7/1), o deslocamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos solicitados por sua defesa. A decisão atende a um pedido apresentado após uma queda sofrida por Bolsonaro na terça-feira, enquanto dormia em sua cela na Superintendência da Polícia Federal.
Segundo o relatório médico, Bolsonaro relatou queda da cama, leve traumatismo craniano e contusões em braços e pés. O exame preliminar constatou que ele estava consciente e orientado, mas com lesão superficial no rosto e em um dos pés, além de histórico recente de cirurgia e uso de medicamentos.
A defesa apresentou pedido médico do Dr. Brasil Ramos Caiado, que indicou a necessidade de tomografia de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, ressaltando que os exames devem ser realizados em ambiente hospitalar especializado para avaliar risco neurológico e prevenir complicações.
Na decisão, Moraes determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente sejam realizados pela Polícia Federal de forma discreta, com desembarque nas garagens do hospital e acompanhamento durante os exames e retorno à custódia. O ministro também determinou que a PF coordenasse previamente os termos da realização dos exames com a direção do hospital.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por crimes contra a democracia após as eleições de 2022. A decisão de Moraes reforça o cumprimento das medidas médicas já determinadas anteriormente pelo STF, garantindo atendimento contínuo aos custodiados, sem comprometer a segurança do regime prisional.