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VÍDEO: mulher dá à luz na recepção de maternidade em Guajará-Mirim, RO

Karimia afirma que a maternidade se recusou a realizar o parto, com a justificativa de que não estava na hora do bebê nascer.

Portal Guajará
Por: Portal Guajará Fonte: G1 RO
09/01/2025 às 21h41 Atualizada em 06/02/2025 às 16h37
VÍDEO: mulher dá à luz na recepção de maternidade em Guajará-Mirim, RO
Foto: Divulgação

Uma gestante deu à luz no chão da recepção do Centro de Parto Normal de Guajará-Mirim (RO), na última sexta-feira (3). Karimia Emanuelle Brito afirma que a maternidade se recusou a realizar o parto, com a justificativa de que não estava na hora do bebê nascer.

 

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Veja o vídeo aqui

 

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Segundo Karimia, há dias ela enfrentava problemas com o atendimento e falta de comunicação por parte da maternidade. Ao g1, a mulher informou que durante a gestação sofreu alteração na pressão arterial e resolveu procurar uma unidade médica, mas foi informada que a situação estava normal e que poderia aguardar em casa.

 

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“Eles falavam que estava tudo bem, podia ficar despreocupada. E fiquei indo sucessivamente, todos os dias. Aí minha pressão começou a alterar, eles me davam uma pílulazinha, a pressão melhorava, eles avaliavam de novo e liberaram pra ir pra casa”, disse.

 

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Além disso, Karimia informou que, dias depois, retornou à maternidade após sentir dor, e o médico solicitou uma ultrassonografia. Segundo ela, o exame indicou o aumento do fluxo sanguíneo para o útero e, nesse caso, o médico responsável pela ultrassonografia sugeriu que ela voltasse para o hospital e pedisse uma cesariana, mas não teve o pedido atendido pela unidade.

 

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“Apresentei pra ele, ele falou que aquele fluxo aumentado era devido à minha pressão e que era normal, que eu não estava em trabalho de parto, que eu podia ir pra casa”, ressaltou.

 

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Na mesma semana, Karimia foi até uma unidade básica de saúde e, segundo ela, foi informada por uma enfermeira de que a frequência cardíaca do bebê não estava normal. No entanto, ao retornar para a maternidade, a equipe médica disse novamente que tudo estava sob controle.

 

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“Assim que eu cheguei na maternidade com encaminhamento, eles olharam os batimentos e falaram que estava tudo bem, que não era trabalho de parto, que não tinha por que eu estar ali e mandaram eu ir pra casa”, disse.
Segundo Karimia, no dia 3 de janeiro, uma bolsa de sangue estourou e, novamente, ela foi para a maternidade. Ao chegar na unidade, observou que não havia médico de plantão e foi atendida por uma enfermeira. De acordo com Karimia, a enfermeira disse novamente que a situação era normal e que não precisava chamar um médico, pois não estava na hora do bebê nascer.

 

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“Ela falou que já tinha passado o plantão, que a outra ia me avaliar, que não ia ligar pro médico, porque o médico tinha um horário dele de trabalho e não estava na hora. Aí, eu comecei a pedir pro meu esposo, pro meu esposo chamar o médico, resolver alguma coisa”, falou.

 

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Após cerca de três horas, a bolsa se rompeu e, com a ajuda do marido, o bebê nasceu na recepção da maternidade. Segundo Karimia, o momento foi de tensão.

 

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“Eu já estava sangrando e toda ensanguentada. A minha sorte é que o meu esposo acreditou na minha palavra e colocou a mão.”, disse.

 

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Depois do parto, a mãe e bebê foram atendidos e passam bem. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Guajará-Mirim, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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